Quem guarda a bicicleta perto da costa sabe que o ar carregado de sal acaba por chegar a todo o lado, mesmo quando a bicicleta não é usada diretamente à beira-mar. Esse ar salgado é particularmente agressivo para as peças metálicas, e a corrente é uma das primeiras a sentir os efeitos.
Ao contrário da simples humidade, o sal permanece na superfície mesmo depois de a peça secar, continuando a atacar o metal durante muito mais tempo. Por isso, uma corrente exposta ao ar do mar enferruja com uma rapidez que surpreende quem está habituado a zonas mais afastadas da costa.
Limpar antes de voltar a lubrificar
Passar um pano seco pela corrente depois de cada saída ajuda a remover grande parte do sal acumulado antes de este ter tempo de se fixar bem na superfície metálica. Este gesto simples demora pouco tempo, mas faz uma diferença notável ao longo das semanas seguintes.
Depois de limpa, uma camada fina de lubrificante adequado cria uma barreira extra entre o metal e o ar salgado que continua a chegar a cada saída junto ao mar. Esta proteção precisa de ser renovada com maior frequência do que seria necessário longe da costa.
Vale também a pena examinar outras peças metálicas próximas, como parafusos e cabos, já que o mesmo ar salgado as afeta de forma semelhante à corrente. Uma verificação rápida a todo o conjunto evita surpresas desagradáveis que só aparecem quando o problema já está bastante avançado.
Com esta atenção regular, a corrente mantém-se em bom estado por muito mais tempo, mesmo vivendo perto do mar. Este pequeno cuidado extra compensa largamente o esforço, evitando substituições e reparações antes do que seria necessário.